segunda-feira, 19 de junho de 2017

PAPEL HIGIÉNICO É FINITO


Eu acredito que todas as pessoas deveriam passar por uma experiência de cuidar sozinho do próprio nariz por no mínimo 6 meses. Um ano seria o ideal para essa experiência. Não sei como estão as estatísticas atuais, mas antigamente, os homens saiam da casa da mãe direto para morar com a esposa. As mulheres saiam da casa da mãe para cuidar do marido, logo depois dos filho. Entretanto o mundo moderno está criando um perfil diferente de pessoas. Mais pessoas moram sozinhas, principalmente na busca do sonho pessoal de crescer em sua carreira profissional. Li ,outro dia, uma pesquisa a respeito desse assunto em que constatava que os latinos tinham a tendência de permanecer mais tempo na casa da família em comparação com os demais povos europeus. Eu não saberia dizer se é uma questão econômica, como afirmou a matéria, ou uma questão de “conveniência”, que é típica no temperamento latino. Haja visto a diferença das residências funcionais de um parlamentar de países do norte europeu em relação aos disponível aos nossos representantes em Brasília.




Hoje, com o mundo competitivo como está, saber cuidar do próprio nariz é algo muito importante para o desenvolvimento do indivíduo, não apenas no propósito da formação profissional, mas também como pessoa, todos somos seres sociais. Uma temporada vivendo sozinho em um apartamento, quitinete, quartinho, ou seja lá como for, tendo que fazer tarefas de domésticas, lavando pratos, fazendo compras ou tendo que descobrir como resolver pequenas coisas, traz ao indivíduo uma maturidade que nenhuma academia pode promover. Pode até ser lavar banheiro, esfregar o chão ou coisas assim. Se fizer isso algumas vezes valerá a pena. Pode ser também a buscar dessa solução, pois quando estamos na casa dos nossos pais eles nos poupam muito destes afazeres, no mínimo inconvenientes. Alternativamente, se não quer lavar o chão, tem que meter a mão na carteira e pagar alguém para que faça e não só isso, descobrir quem o faça por si só já é uma tarefa desafiadora para inexperientes. Desenvolver receitas avançadas de macarronada com salsichas, descobrir que os microrganismos que surgem num prato, ou panela, após o uso não serão suficientes para auto limpá-los num período inferior a 10 anos, os pratos precisam ser lavados. Isso são conhecimentos mágicos na vida humana.
Na América do Norte (EUA e Canadá) é típico que os jovens saiam de casa muito cedo, por volta dos 18 anos. Tanto os que vão em busca da vida independente, direto para o mercado de trabalho, bem como os que trilham a vida em uma universidade. Diria que é impossível de encontrará um jovem de 20 e poucos anos vivendo com seus pais em casa. Já nos países latino americanos, e até mesmo nos latino europeus (Espanha, Portugal, Itália... ), isso é muito comum. Poderíamos relacionar uma questão de causa-consequência neste fato???
Outro aspecto que é muito importante na descoberta das tarefas domésticas é que, uma vez fazendo essas tarefas, que nunca acabam e que são árduas, permite ao indivíduo sentir na pele o quão é respeitável a vida de pessoas que estão ao nosso lado e que nos prestam algum tipo de serviço. Essas pessoas são desde nossos pais, companheiros ou companheiras, aos atendentes, vendedores, prestadores de serviço etc, etc e etc. O respeito pela pessoa que está ao lado é muito importante e ele vem com a maturidade. Morar só ajuda a alcançar essa maturidade, embora não seja suficiente por si só.


Óbvio que não havendo essa experiência os seres humanos são capazes de sobreviver e ter uma vida um pouco normal. Mas nada no mundo se compara ao ensinamento que se obtém com a descoberta que o papel higiênico é finito. Acho que essa descoberta nos encaminha a um patamar mais elevado nas relações humanas.

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