O mundo está abarrotado de pessoas reivindicando seus direitos. Reivindicações dos direitos das crianças, direito das mulheres, direito dos negros, direitos dos homoafetivos (nem sei mais como me referir, desculpe-me se cometo algo deslize) e tudo mais que possa ser classificável, não sei bem ao certo se como minoria.
Existe uma batalha intra-social, que quase chega a ser violenta, na disputa de qual dos direitos é o mais importante. Lembro de uma frase que sempre usei no trabalho, quando era necessário dar prioridade a algum projeto: “se tudo é prioritário, nada tem prioridade”. Quando igualamos todos os desejos, todos estarão na mesma seqüência de ação. Isso embola o meio de campo de nossa sociedade, perdemos tempo tentando atuar em tudo e nada sai bem feito. As energias são fragmentadas, os pedidos são diversos e é desperdiçado o poder de negociação forte.
No caso específico de nosso país, para tudo se cria uma lei. Lei da fila do banco, lei da fila do supermercado, lei do estacionamento prioritário, código de defesa do consumidor, estatuto da criança e do adolescente (ECA), lei Maria da Penha, lei para autorizar o casamento gay e um longa lista que nos torna ainda mais burocrático.
