FISIOLOGIA DA INFELIDADE E A ANTROPOLOGIA DA FIDELIDADE
Sempre que estou numa roda de bate-; unissex e que me aparece a oportunidade, gosto de falar sobre a fidelidade. A fidelidade masculina especialmente. Primeiramente, acredito que não há posse da outra pessoa, o que há é um compromisso, um acordo pré-relacionamento. Assim na minha opinião a fidelidade é um conceito relativo, devendo ser combinado pelo casal (ou o trio, ou pelo quatrilho, ou sei lá a quantidade)
Ou seja, o combinado não dói. Já vi casais que toparam um relacionamento aberto e, ao que pareceu, se davam bem. Igualmente há casais super fiéis que são muito felizes, ambos, vale ressaltar.
Apresento duas teorias baseadas em fatos observados no cotidiano:
1ª - Teoria Fisiológica da Infidelidade (essa teoria normalmente deixam as mulheres furiosas): A mulher, comoser humano, tem seu ciclo reprodutivo baseado no ciclo lunar. Estando fértil uma vez a cada 28 dias. De tal modo, se a mulher entrar no ciclo menstrual na lua nova, provavelmente estará fértil em um dos dias da lua cheia seguinte. Contudo, o homem, mero ser suporte à reprodução humana, está fértil todos os dias. Deste modo, supondo que um homem tranquilamente possa ter uma relação sexual por dia, ele atenderia a 28 mulheres tranquilamente. Por tanto, o homem, masculino, não está fisiologicamente preparado para ser fiel. Fácil observar que pelo fato de haver mais mulheres que homens na humanidade. Quando uso esses argumentos, sempre reverberam os comentários, “ah! Como você é machista!”, “isso não tá certo!” “homem é tudo safado mesmo!”. Só não apanhei ainda, mas acho que chegará o dia...
2ª - Teoria Antropológica da Fidelidade (nessa eu me renego): Muito embora a fisiologia tenha desenhado o homem, masculino, como ser infiel, chegamos onde chegamos a partir da premissa da
fidelidade. Como assim? O ser humano, como homo sapiens, é o ser terrestre mais voluído (tecnicamente falando) e na minha opinião, mais importante que o polegar opositor, a constituição da família foi o maior responsável por permitir a evolução do homem. A união de um homem e uma mulher com foco em cuidar das suas crias, dar comida, abrigo, educação e, por que não, carinho, foi a forma mais eficiente de garantir que a progênie seja superior ao progenitor. Nada mais seguro para uma criança do que ser criada no conforto de uma casa onde os pais deem sua atenção e esforço na sua criação. Essa fidelidade, ou monogamia, nada mais é que a composição familiar na forma que conhecemos.
Analisem vocês: algumas culturas do Oriente Médio, África e da Ásia que adotam famílias composta por núcleos de um homem e múltiplas mulheres, são muito mais propensas a problemas sociais e a violencia. Estudo da Universidade da Columbia Britânica, no Canadá, comprovou que nesses países os índices estupro e violência são elevadíssimos e que muitos destes países estão começando a proibir casamentos poligâmicos. Observem bem, que por mais que tenhamos (os homens) a tendência natural à infidelidade, a composição familiar como estamos acostumados a ver, núcleo familiar, com dois adultos focados na criação de seus filhos, não garante, mas é a melhor forma que encontramos para cunhar futuros adultos para um mundo melhor.
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